Por que a pastilha deve se desgastar antes do disco?

A pastilha foi feita para se desgastar. O segredo está em um desgaste controlado, que contribua para preservar o disco e manter o sistema funcionando corretamente.

A pastilha de freio é um componente de desgaste e deve trabalhar de forma equilibrada com o disco. Uma pastilha com compostos excessivamente abrasivos ou incompatíveis com o disco aceleram o seu desgaste. Por isso, quanto mais dura ou resistente ela é melhor não é uma regra: o mais importante é o equilíbrio entre frenagem, desgaste e preservação do sistema.

Pastilha que dura mais é sempre melhor?

Não necessariamente.

A pastilha de freio trabalha em contato direto com o disco e, durante a frenagem, ambos estão sujeitos a atrito, calor e desgaste.

A diferença é que a pastilha foi projetada para ser substituída periodicamente. O disco, por sua vez, é um componente de maior custo e normalmente possui uma vida útil mais longa.

Por isso, não faz sentido avaliar a qualidade apenas pela quantidade de quilômetros que ela dura.

Uma pastilha muito resistente ao próprio desgaste pode, dependendo das características do material, ser mais agressiva ao disco.

Por que o desgaste da pastilha é normal?

O material de atrito da pastilha é desenvolvido justamente para trabalhar contra o disco durante a frenagem.

Nesse processo, o desgaste controlado é esperado.

Isso não significa que a pastilha deva acabar rapidamente. O objetivo é encontrar um equilíbrio entre:

  • capacidade de frenagem;
  • comportamento em diferentes temperaturas;
  • desgaste controlado da pastilha;
  • material de composição do disco;
  • preservação do disco;
  • compatibilidade com as cilindradas.

Por isso, uma pastilha que se desgasta de maneira adequada não é necessariamente uma pastilha de menor qualidade.

Preservar o disco também é economia

Ao avaliar o custo de manutenção, é importante olhar para o sistema completo.

A pastilha é um item de reposição periódica. Já a substituição do disco costuma representar um custo maior.

Assim, uma pastilha que dura muito, mas acelera o desgaste do disco, pode gerar uma falsa economia.

O mais importante é que os componentes trabalhem de forma equilibrada.

O papel da engenharia do composto RIFFEL

O desenvolvimento de uma pastilha de freio não consiste simplesmente em criar o material mais duro possível.

O composto precisa equilibrar características como atrito, comportamento térmico e desgaste, considerando também sua interação com o disco.

Na RIFFEL, esse princípio orienta o desenvolvimento de componentes para motocicletas: buscar uma solução adequada à aplicação e ao funcionamento do conjunto.

Informações específicas sobre composição, ensaios e desempenho dos compostos RIFFEL  passam por validação técnica antes do lançamento da linha.

Em resumo

A pastilha foi feita para se desgastar. O segredo está em um desgaste controlado, que contribua para preservar o disco e manter o sistema funcionando corretamente.

Perguntas frequentes

A pastilha de freio precisa se desgastar?

Sim. O desgaste do material de atrito é natural durante as frenagens e faz parte do funcionamento do componente.

Pastilha mais dura é melhor?

Não necessariamente. A dureza isolada não determina a qualidade. É preciso considerar frenagem, temperatura, desgaste e interação com o disco.

O disco de freio também se desgasta?

Sim. Por isso, deve ser inspecionado durante as manutenções e respeitar os limites definidos pelo fabricante.

Quanto dura uma pastilha de freio?

Não existe uma quilometragem única. O desgaste varia conforme motocicleta, trânsito, pilotagem, carga, relevo e condições do sistema.

 

 

Na manutenção dos freios, não olhe apenas para a duração da pastilha. Escolha componentes adequados à aplicação e mantenha todo o sistema de frenagem em boas condições.

 

 

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